PARENTALIDADE CONSCIENTE: Uma análise a partir da distinção de gênero no Mercado de Trabalho
Sinopse
O tema central da pesquisa tem como finalidade aprofundar a análise do tema da
parentalidade consciente (Siegel; Hartzell, 2014) levando em consideração as
desigualdades de gênero dentro do mercado de trabalho, partindo da hipótese de que as
mulheres enfrentam desafios históricos e que permanecem até hoje na inserção no
mercado do trabalho assalariado, como consequência de construções sociais patriarcais
que tem como base os papéis de gênero. Mesmo existindo as previsões legais, como a
licença-maternidade e a lei da igualdade salarial, por exemplo, as mulheres ainda sofrem
com as desigualdades, como a dupla jornada de trabalho, a diferença salarial e as
dificuldades de ascensão profissional principalmente após se tornarem mães. O estudo
também analisa a omissão legislativa da ausência de regulamentação adequada da
licença-paternidade, que propaga estereótipos com base no gênero em prejuízo de
ambos os gêneros sob diferentes perspectivas. Isso porque, a falta dessa regulamentação
atribui a mulher toda a responsabilidade de cuidado com o filho em prejuízo de sua
carreira profissional, bem como, impede o pai de criar um vínculo mais profundo com o
recém-nascido em seus primeiros meses de vida, colocando o genitor como coadjuvante
na criação de seus filhos. A parentalidade consciente é apresentada como alternativa para
um modelo mais justo e igualitário de relações familiares e profissionais, promovendo
justiça social, igualdade de gênero e resguardando o maior interesse da criança.
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